PRIP ENVIA AVISOS DE DESPEJO EM MASSA E ATACA NOVAMENTE PERMANÊNCIA ESTUDANTIL

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Todo ano é emitido pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) e assinado pela Professora Marie-Clare diversos processos de despejos, e esse ano não foi diferente, mas agora com um diferencial: o rompimento do acordo entre a PRIP e a AMORCRUSP de não ocorrer mais despejos em até 72 horas, processo esse que já é ilegal, mas que após muita luta a Associação conseguiu um acordo que garantisse que essa norma fosse extinta.

Além disso, os estudantes que receberam o processo relatam que o documento não consta a justificativa do despejo e que apenas diz que devem sair em até 72 horas. Um morador que está passando por esse processo, mas não quis se identificar, relata: “Eles enviam esse documento até mesmo para quem está regularmente matriculado e com tudo em dia, é mais uma ação autoritária da PRIP, todo final de ano enviam esses avisos porque faltam vagas para quem vai chegar ano que vem e isso nos deixa preocupados, afetando até nosso rendimento acadêmico.”.

Fato é que a PRIP prefere expulsar estudantes pobres dessa universidade do que realizar reformas estruturais de qualidade, ampliar a moradia estudantil e contratar serviços que não sejam privatizados porque não é do interesse dos grandes empresários do setor imobiliário – que lucram com os aluguéis caros em volta da USP – beneficiar a moradia estudantil que é gratuita, uma vez que, ao ampliar a moradia se lucra menos nesse setor.

Um dos principais argumentos usados para relativizar a falta de reformas e justificar o imobilismo da PRIP diante do sofrimento dos moradores é que: “é muito burocrático passar pelos processos de licitação e contratação de funcionários”, mas foi essa mesma Pró-Reitoria que usou dinheiro público - cerca de 300 mil reais – para comprar grades e instalá-las à força, contra a vontade dos moradores e de maneira autoritária, sem legitimar a posição dos moradores levantada pela entidade que os representame hoje respondem ao Ministério Público sobre o mesmo tema.

A Professora Ana Lanna - responsável pela PRIP – deixa claro em seu programa de lançamento de sua candidatura para a reitoria que pretende fazer PPP’s (Parcerias Público-Privadas) para criar o “selo de moradia digna” para o CRUSP, mas deixamos o seguinte questionamento: em 4 anos que a Professora esteve responsável por esse departamento já efetivou diversas terceirizações de funcionários, você morador, viu algum sinal de melhora nesses serviços? NÃO! Isso porque a terceirização - forma mascarada de dizer que determinados serviços são privatizados – precariza cada vez mais as condições de trabalho desses trabalhadores, fazendo com que o serviço entregue também tenha uma baixa produtividade. Quanto mais se terceiriza, quanto mais se privatiza, menos é investido na qualidade de vida dos moradores, visto que o objetivo vai ser elevar o lucro acima do serviço e não o contrário, o serviço dentro da universidade pública deve ser garantido pela instituição sem passar pelo processo de privatização do espaço público.

Moradia digna não é um favor, é direito de todo estudante para permanecer na universidade, a USP deve garantir a permanência estudantil de todo estudante pobre.

Sendo assim, nós do Comitê de Regularização da Associação de Moradores do CRUSP reiteramos: não haverá despejos, haverá luta! Apenas com a luta organizada conseguiremos barrar esses despejos e conquistar o que é nosso por direito: uma moradia com estrutura digna, com mais vagas e com um auxílio que não seja de uma política de escassez.

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CRUSP SEM ÁGUA, LUCRO DAS EMPRESAS!